Foi com casa cheia que a editora Paleta de Letras apresentou o seu novo livro infanto-juvenil, “A Grande Fábrica de Palavras”, na Casa do Professor em Braga.

Um livro infantil com texto de Agnès de Lestrade e ilustrações de Valéria Docampo que – pela sua mensagem, tão profunda e atual, toca também o público adulto – disse na apresentação Pedro Seromenho, da editora Paleta de Letras.

“A Grande Fábrica de Palavras” conta a história de um país onde as pessoas quase não falam. Um país onde é preciso comprar e engolir as palavras para pronunciá-las. Palavras que são muito caras e por isso nos obrigam a escolhas! Que palavras comprar?!

A apresentação da obra esteve a cargo de Pedro Seromenho, da Paleta de Letras e de Rita Simões, professora no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. Mas, a noite foi de muitas surpresas, entre elas a apresentação do booktrailer e uma conversa via skype com a ilustradora Valéria do Campo, que apareceu rodeada de ilustrações do seu próximo livro. Valéria Docampo é argentina e, actualmente, vive em Lyon, França.

Um dos grandes momentos da noite foi a “hora do conto”. A contadora de histórias, Ana Caridade, vestiu-se de fábrica de palavras, e não só cativou os mais novos como contagiou também os mais velhos com a magia e a poesia das palavras que lançava no ar.

No final, havia outra doce surpresa para os convidados, com os personagens da obra esculpidos num dos bolos que foram servidos no porto de honra no jardim interior da Casa do Professor.
Foi uma noite mágica, considerou o presidente da Casa do Professor de Braga. Para Hilário Sousa, “indiscutivelmente que iniciativas como esta são uma mais-valia para a instituição”, tanto mais que é objectivo da Casa do Professor criar um conjunto de actividades que tenham uma dinâmica própria e que abranjam diferentes públicos. Por isso, disse o responsável, “hoje foi um momento desses, um momento de grande alegria e satisfação, uma noite mágica”.

Para Pedro Seromenho e Rita Simões, “esta foi uma noite de poesia, que é quando nos fazem sonhar”. São iniciativas e atitudes destas que, segundo o jovem escritor e editor, nos ajudam a relativizar o actual momento de crise, “temos de continuar com a cabeça levantada e a concretizar os nossos sonhos e desejos”.